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O Instituto Conservacionista Anami,

em parceria com o Instituto Água e Terra do Paraná (IAT), IBAMA, Great Apes Project (GAP) do Brasil e outras instituições, acolhe grandes primatas e outros animais selvagens da fauna nativa e exótica, resgatados do tráfico ilegal e provenientes de situações de maus tratos, com o objetivo de garantir assistência vitalícia e estrutura adequada, proporcionando uma vida tranquila, protegida e segura a cada espécie.

O trabalho desenvolvido pelo Instituto Anami consiste em acolher, proteger e reabilitar os grandes primatas. Os mesmos cuidados se estendem a outras espécies de mamíferos e aves.

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Espécies Acolhidas

O Instituto abriga atualmente mais de 500 animais, de 37 espécies, distribuídos em recintos variados que atendem às normativas legais, proporcionando uma vida digna a cada um deles. A grande maioria são primatas e aves da ordem dos psitaciformes, como araras e papagaios. Jabutis, cervídeos e tucanos também fazem parte do Instituto Anami.

Chimpanzés

Socialmente complexos, comunicativos e sensíveis, são os primatas mais próximos dos seres humanos na escala evolutiva.

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Orangotango

Significa ¨Pessoa da Floresta¨na língua malaia. São extremamente inteligentes e também fazem parte da família dos grandes primatas.

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Outros Primatas

Macaco-Prego

Sapajus spp.

Espécie de porte médio, que está presente por quase toda a américa do sul. O grupo que vive no Anami foi resgatado pelas autoridades ambientais e infelizmente não estão aptos a retornar ao seu habitat natural, devido a humanização.

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Macaco-Aranha

Ateles spp.

Esta espécie caracteriza-se por membros longos e cauda ágil. Nativos da região amazônica também chegaram por meio de resgates realizados pelas autoridades ambientais. Por sua situação não estão aptos a retornar ao seu habitat natural.

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Bugio-ruivo

Alouatta guariba clamitans

Primata que ocorre na mata atlântica e está vulnerável. Além de alvo de crueldade, seu habitat sofre fragmentação. Aqui no instituto, o único exemplar da espécie, até o momento, recebe os mesmos cuidados e atenção dos outros animais.

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Como tudo começou

O Instituto Conservacionista Anami foi idealizado em 2007 pelo casal de imigrantes tchecos, Milan e Anita Starostik, mas a luta pelos grandes primatas iniciou-se ainda na década de 80.

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O Anami

O Anami conta com diversas áreas desenvolvidas para as diferentes espécies. Os espaços são projetados visando conforto e segurança.

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Dúvidas frequentes

O Instituto Conservacionista Anami não é aberto à visitação pública, tendo como uma de suas diretrizes a manutenção da privacidade e bem-estar dos espécimes residentes. Levando em consideração que a maioria dos grandes primatas vieram de situações muito traumáticas, a presença de pessoas estranhas representa uma forte ameaça e estresse, que podem ter consequências, inclusive, na estabilidade do grupo, desencadeando sérios acidentes.

O local restringe o acesso ao conselho administrativo, visitas técnicas de profissionais dos órgãos ambientais e fiscalizadores, funcionários e fornecedores. Além disso, a legislação brasileira para criadouros conservacionistas de fauna silvestre não permite a visitação pública.

O Instituto Conservacionista Anami não é aberto à visitação pública

O Instituto Conservacionista Anami é mantido por meio de recursos próprios, portanto, não necessita de doações. Uma forma eficiente de contribuir é apoiar a preservação e conservação da biodiversidade, divulgando e compartilhando informações contidas neste e em outros sites de entidades engajadas na mesma causa.

O tráfico de animais silvestres é a terceira maior atividade ilícita do mundo, atrás apenas do tráfico de drogas e armas, ocasionando desequilíbrios ecológicos e sofrimento aos animais. Você pode ajudar denunciando o tráfico ilegal de animais selvagens através do Programa Linha Verde do Ibama, pelo número 0800-618-080 ou pelo e-mail linhaverde.sede@ibama.gov.br. Qualquer atividade que ponha em risco a fauna e flora, como queimadas, abuso, morte de animais, ameaças às áreas de Preservação Permanente e Unidades de Conservação também pode ser denunciada. Em todos os casos, o anonimato é assegurado.

Ajude apoiando a preservação e conservação da biodiversidade e denunciando o tráfico ilegal de animais

No momento, o Instituto Anami não possui programa de estágios e voluntariado. 

Os animais da fauna brasileira em situação ilegal apreendidos pelos órgãos ambientais, passam por avaliações físicas e comportamentais criteriosas que incluem a identificação, triagem e pesagem. Alguns deles se encontram aptos para retornarem à natureza e podem ser soltos em suas áreas de ocorrência ou procedência da espécie, muito embora, o ambiente natural esteja cada vez mais reduzido pelo avanço da urbanização, pelo uso da terra e dos recursos naturais. Além disso, diversos aspectos devem ser considerados para a viabilização da reintrodução, como, por exemplo, potenciais impactos ecológicos, risco de disseminação de doenças, dentre outros. Por conter vegetação nativa preservada, o Instituto Anami é um dos locais onde instituições ambientais realizam a soltura de várias espécies da nossa fauna.

Já aqueles vítimas do tráfico – como muitos primatas e aves – que passaram longos períodos de suas vidas em cativeiro, na maioria das vezes em condições precárias, carregam sequelas físicas e mentais que os impossibilitam de retornarem à natureza, uma vez que carecem de habilidades físicas e cognitivas para buscarem alimento, fugirem de predadores ou ainda, se integrarem aos grupos de vida livre. Estes animais são destinados a instituições como o Anami, onde têm a oportunidade de conviver com outros indivíduos da mesma espécie, além de fazer parte de projetos de conservação da fauna.

Para espécies da fauna exótica, ou seja, que se encontram fora de sua área de distribuição natural, como é o caso dos grandes primatas, a reintrodução em território nacional além de proibida por lei, é inviável ecologicamente.

Os animais que chegam ao instituto passaram por avaliações e a grande maioria não tem condição de retorno a seus ambientes naturais